terça-feira, 2 de março de 2010

A entrega


Meia hora de tempo para a entrega de algo que poderia muito bem significar uma nova página da minha vida. Poderia realizar-me tanto pessoalmente com profissionalmente enquanto esta lacuna de tempo precisa de ser preenchida até à conclusão do meu curso. Estou terrivelmente convicto que dadas as opções que se apresentavam diante de mim, a minhas escolhas foram as correctas até ao momento. Tivesse eu a disponibilidade para dar algo mais de mim para apresentar a este projecto com certeza não recusaria a possibilidade, como no passado o cheguei a fazer várias vezes. 

Nunca fui homem de ter medo de dar saltos no desconhecido, sou e serei geólogo pela liberdade e pelo gosto de transformar o que é desconhecido em algo que domino. Tenho imensos defeitos e virtudes, como toda a gente têm, sei que terei imensas oportunidades para melhorar, "Parar é morrer!". Não sou nem nunca serei apenas mais uma ovelha num rebanho, embora tendo de ter umas aulas de ovelhês.

A conjugação das experiências que já tive, fazem de mim um homem sortudo, desde as piores onde aprendi mais às relaxantes até às mais emocionantes, fizeram-me ter uma visão completamente diferente, ou apenas reforçar a imagem que tinha de determinadas coisas, independentemente de tudo isso, acabaram por fazer o seu trabalho, moldar a minha personalidade. A berrar com a Verónica na Freita, a lembrar-me no muro de Berlim, a rir-me em Riga, a chorar pelo Luxemburgo... Episódios que guardo com extremo carinho :D

Pergunto-me a mim próprio quem é este ser extremamente exigente consigo próprio que nasceu num determinado dia e pergunto-me se velhos amigos me reconhecerão aquando do nosso reencontro programado. Conforto-me com o saber que haverá possibilidade de outras oportunidades, não é este o fim. É essencialmente o inicio, certamente será melhor do que passou. Haverá muito a ser feito e estarei por cá para ajudar no que me for possível e pró-actividade de mais estará nas minhas veias a tentar ser um pouco controlada.

Quem sou eu, sou a conjugação de todas as minhas experiências, de tudo o que faz a minha personalidade, as doze Estrelas, as cinco Quinas, o Leão e a Oliveira são o meu alter ego, assim como o senhor que renasceu das Cinzas do Sol numa bela tarde de outono.

Sou e sempre serei o Zac com tudo o que vêm atrás.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Reino maravilhoso

De nariz gelado anuncio aos céus a grandeza que sinto nos ossos, não é gelo é um aperto enorme da terra que me viu nascer, crescer e tornar um pequeno adulto. Tinha saudades deste aperto tão família que me faz sentir em casa. Um reino órfão de rei, um reino dentro desta jovem república, em ti guardas o futuro líquido colectivo destas gentes, domas o poderoso D'ouro e consegues fazer o Tua e o Sabor serpentear entre os teus dedos, chamam-te montes, albergas no entanto a tua maior beleza nos teus largos vales.

Translúcido no inverno assim como um cristal, brotando de vida em Março, aumentando a temperatura até ao calor tórrido dos teus Verões, tenho saudades de explorar e me perder nos teus prados, sem mapas e sem horas , procurando um lugar para assistir ao belo espectáculo que proporcionas no cair do sol nessas tardes de outono. Anseio o dia de amanhã.

Homem das ondas

Mesmo sem o planeares malevolamente, conseguiste com as tuas meras palavras abalar o meu espírito erguido com batólitos poderosos, isso merece o meu sincero respeito. Mas meu senhor das ondas, existe tanto que tu desconheces, tanto que não queres ver.

Presumes-te rodeado por gente quando na realidade encontras-te atolado em orgulhos parvos das pessoas mesquinhas que juntas ao teu lado sem que te apercebas. Algum dia vais acordar para a realidade, o que faz um carro bom, não é a velocidade que o motor atinge. Assim que esse pesadelo acabar, estarás na tua cama na torre desse castelo de xisto e nesse preciso momento serás deslumbrado por toda a luz que se encontra prestes a abandonar-te.

Não preciso, como nunca precisei da tua aprovação, muito tempo desperdicei tentando mexer essas pálpebras, hoje já não me importa que não consigas adquirir realidade.

I could say - Lily allen