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domingo, 29 de janeiro de 2012

O quinto Império



Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz-
Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será theatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.

Grecia, Roma, Cristandade,
Europa- os quatro se vão
Para onde vae toda edade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu Dom Sebastião?

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Turtule

Tartaruguita, nasceste com essa armadura nas costas. Fez sempre parte desse ti, todos os santos dias na tua vida. Esses dias que passaste a nadar de um lado a outro em correntes mais ou menos geladas sempre impregnenadas com esse sódio que se evadia da tua pele rija. 

Aprendeste a desenvencilhar-te sozinha, fugir aos predadores desde que saiste do monte de areia onde a tua mãe te depositou. Durante muitos anos navegaste sozinha ao sabor da vontade, ansiando por algo mais. 

No final da tua adolescência compreendeste o quão bom é ter alguem para partilhar, para dar e para confiar os mais puros desejos e impuros prazeres. 

A tua carapaça forte foi-se diluindo tanto era o sal dos que te rodeavam que acabaste por perde-la algures pelo caminho. Disseste-me uma dessas noites passeando pelo meio de nenhures que te orgulhavas por tantas vezes bateres com a cabeça na parede do teu aquário, porque não te orgulhas agora?

Sei o que queres, o que precisas, lamento que não o possas ter. No entanto, ficar nesse aquário sozinha o resto do tempo não te vai ajudar e não vai melhorar as coisas. Vai gritar, chorar, berrar, vai! Encontra novamente a corrente que te levava para onde queres ir. Se as outras tratarugas quiserem ir contigo irão, senão encontrarás outras no caminho.

Foca as algas que em ti se entranham e não naquelas que te oferecem mais obstáculos à tua passagem.




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Berilo

Puro cristal, tantas impurezas que tu tens aos meus olhos. Essas que te tornavam belo e colorido. Tanto trabalhei, lutei e aprendi contigo. Tantas esperanças que depositava em ti desde o inicio. Bastou uma parva brincadeira para conseguires deixar-me de pé a atrás contigo, questionar tudo o que fiz contigo e o que te disse.

Piada parva que conseguiste criar com a tua mente, essa mente que anteriormente tinha em grande consideração. Conseguiste com isso levar a minha própria mente a questionar-se sobre a capacidade que eu tenho de perdoar e esqueçer traições.

Nunca esperei encontrar-me nesta situação contigo caro cristal, tão aberto e tão verdadeiro brilhavas aos meus olhos, neste momento é torna-se dificil olhar-te e falar-te como se fosse um dia qualquer. Sinto-me traído por ti caro amigo, consigo deixar qualquer um entrar no meu cículo de confiança, no entanto é bastante difícil para mim depois de alguém perder a liberdade de estar nesse círculo, voltar a ganha-la.

Sei que foi algo parvo, no entanto, não o é visto no meu coração como tal.

Granito

Ó belo e majestoso batólito feito de magma arrefecendo lentamente ao longo de tantos milhares de anos. É tal é a paciência que tiveste para conseguir adoptar esta forma que te invejo profundamente essa capacidade todos os santos dias.

Forte, pesada, agarrada à terra como não outro. Tu és um verdadeiro exemplo de preserverança. No entanto, o tempo deixa a sua marca, apareces perante mim, como essas tantas diaclases que metes dó! Como pudeste transformar-te nesta bela monstruosidade que se arrasta pelos montes, deixando cair pedaços erodidos de ti no último inverno? Cada ano que passa pareces-te menos contigo e mais como as pequenas areias que toda a gente dispoe nos seus jardins a imitar praias cheias no verão de toalhas coloridas.

Algumas dessas diaclases encontram-se agora preenchidas, verifico agora ao olhar mais atentamente, mas sabes tão bem quanto eu que com o janeiro que se aproxima isso vai ser tudo levado pelas águas que irão sair dos teus olhos. Tão agarrado ao chão te encontrava, vejo-te agora ao lado de um precepicio pronto para cair a qualquer momento sem nada para te apoiar ou te segurar.

Tenho medo por ti, alma solitária no meio desse monte, preso dentro da tua mente. Entre a caída e a solidão, qual irás escolher? Eu escolho certamente sentar-me aí ao teu lado e chorar a tua triste sina, tentando magicar um milagre para ti.

domingo, 13 de março de 2011

Misto de Sensações

Ontem foi a manifestação da "Geração à rasca", e como quase todas as manifestações nos últimos tempos sinto-me dividido.

Concordando com muitas das razões que levaram aquelas pessoas à rua e a expressar-se publicamente, outras sendo apenas dignas de serem ignoradas completamente pela minha mente pela estupidez que as aglomera num discurso pouco coerente.

Orgulhei-me dos portugueses, independentemente das razões que os levaram à rua, venceram a apatia e defenderam um ponto de vista, que para mim é digno de respeito acima de tudo.

Por outro lado a quantidade de demagogia, sim demagogia e eu simplesmente detesto usar esta palavra associada a discursos sem sabor e sem conteúdo. Dizia eu, a quantidade de demagogia foi avassaladora e tenho medo de cada vez mais as pessoas serem levadas por aquilo que elas querem ouvir e se chegue a um ponto onde todas as instituições democráticas são deixadas no descrédito como acontece em muitos outros países.

De qualquer das maneiras, foi mais uma excelente mostra do poder que as pessoas individuais têm se o quiserem usar. :D

"There are no Utopias"

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Last Pillar

Magnificent structure imposing itself on the top of the little hill, promissing that forever would rest upon the sight of everyone in this world.

Eras passed by and rock after rock the building was loosing its place among the peoples hearts, scrumbles rolled down. One of its collumn was lost in the worst storm of words sparkeld only by a lonely cloud. Then the other two drowned in a terrific flood, that killed the liberties of thousands arround.

At this point, the only standing pillar was on a constant struggled with the powerfull elements. The East pillar trying to resist to the tears that were trying to erupt keep the fight to mantain the legacy its proud past.

The winter came, and with it the long coat of white snow covering every single thing in this land. Little translucid crystals entered the structure of the pillar, constantly growing in strenght while the pillar was lossing it's ground.

Eventually a enormous bang was heard across the universe, it was the sound of the last pillar colapsing in the dirt, and then all of the inocence dreams were lost with it...

The legacy was broken..

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Mapas de ti

Por vezes sou demasiado tolo, não me apercebo do que à minha volta se encontra. Tudo tem a ver com essa fragrância que usas, consigo deduzir eu, num dos poucos momentos lúcidos a que a tua ausência me presenteou.

Ralado por ter encontrado esse papel dobrado dentro da sutileza das últimas frases a que me dedicaste quando nem vivalma se encontrava no horizonte.

Tal enigma chegou a mim codificado, interrogo-me sobre as minhas credenciais para o ler correctamente. Encontrando promessas de paixão as minhas faces ruborizam-se e a mente apressa-se a nega-lo.

Será que esse pedaço de celulose contém verdadeiramente o que desejo ouvir no meu subconsciente, ou apenas é um truque maldoso, deliberado e perpetrado pelos meus olhos que anseiam responder ao apelo do músculo dentro do peito?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Quero-te

Quero-te junto àquela árvore ouvindo os meus pensamentos depositados ano após ano desde criança. Quero-te presente deitada ao meu lado neste quaternário que pisamos a desfrutar do silêncio de uma pradaria na noite de solstício de Verão.

Quero-te a correr comigo nas dunas protegidas em frente a um por do sol deslumbrante no horizonte. Quero-te ver a ultrapassar obstáculos com a minha ajuda até ao principio da ria.

Quero-te dar aquele presente incontestavelmente importante que necessitas para seres vista durante a ausência do sol. Quero partilhar contigo a minha música favorita.

Adoro as nossa (des)aventuras

Amo-te com todo o meu coração minha querida... bicicleta.. :D

domingo, 9 de janeiro de 2011

Correndo

Sinto-me numa maratona, começada há quase um ano. O ritmo sem eu reparar foi aumentanto consideravelmente nos últimos meses, foi subindo a velocidade até alcançar este compasso frenético em que apenas foi quebrado pelos dias de natal.

Estabelecendo finalmente planos para uma vida, há muito procrastinados pelo meu subconsciente, encontram-se agora presentes em cada decisão que eu tomo no dia-a-dia.

Sinto que não posso parar para pensar, sob pena de me afastar do derradeiro o objectivo como já aconteceu no passado. Tem sido provavelmente a razão que levou à diminuição substancial das partilhas de idiotíces escritas neste blog.

Só me resta tentar acalmar o ritmo, ter tempo para pensar um pouco e ir assimilando a possibilidade de este ser o meu último ano em terras de Santa Joana

Never lovers

I find myself in such a terrible anger! This little childish girls have been under my skin and seting roots in my stupid mind for months now, no matter what efforts i've been doing to change this amazingly upseting reality.

I wanna LEAVE, SCREAM, never see one of this nails craved into my naive heart, never seen those smiles that are just a enormous mask covering their fears and disbelieve in another human beeing.

Every single day I have to live with the dead possibilities of sharing and conquering the once most pure heart that my fingers had the possibility to touch.

Those possibilities that I have been constructing in my decent mind will never become a reality, I know this now. So much of me in them, so much that I have lost from all of this, how can I take it back?

I wonder if I ever will think that all of this is worth a posibility of owning one's heart

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

metade

Conseguirá uma relação sobreviver à falta de conhecimento geral da outra parte? Conseguirá alguém viver parte da sua vida sabendo que deverá evitar certos assuntos se não quer entrar numa de professor e ensinar à turma os conhecimentos até aí descritos como populares, gerais, o simples básico que deveria ser partilhado por todos os seres à face desta nossa terra?

Conseguirá apenas uma metade de um morango ser suficientemente apetecível ao meu paladar para perder o meu tempo nela? Valerá a pena o tempo perdido para sentir o semi-gosto daquele pedaço de fruta suculenta a perder-se entre conversas?


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Latitudes

Ursa maior, quanta falta fizeste no horizonte daquilo que deslumbro da minha janela. Meridiano encontro-me agora mais próximo de ti do que os 8 graus a que costumo distar de ti durante a maior parte do ano. Região mais seca, mais quente, mais acolhedora do que a cidade dos canais que eu adoro.

Agora sinto a vontade de simplesmente me perder por esses prados repletos de pequenos marcadores biológicos de boa vizinhança e de sustentabilidade ambiental por este lados, contrariamente ao que muitos continuam a defender.

Há em mim uma enorme vontade de revisitar o meu próprio rio e a sua foz, interrogando-me o que a secura do verão a terá tornado, quero aproveitar antes que o seu término chegue até aos nossos dias. Ansioso me encontro pelo regresso dos meus cavaleiros, que simplesmente voltem das suas cruzadas por cidades não tão desconhecidas dos meus sapatos. Ânsia de uma boa conversa, de um terrivelmente mau jogo de bilhar num bar extremamente comum.

Férias quanta falta me fizestes durante estes últimos tempos!

Culpa

Cultivam campos eternos desse sentimento por esse mundo fora, tentando controlar, manipular acções, pensamentos do mais comum dos seres. É dificilmente ignorado, é um poderoso sentimento, podendo ser um motivador, torna-se também facilmente um pano que tolda o nosso julgamento e raciocínios.

Depois das sementes lançadas é extremamente árduo livrar-mo-nos delas, pode-se aprender a atenuar os seus efeitos com confiança em nós e nos que nos rodeiam. Basta de tantas tentativas de controlo, fora com o "status quo". Depois de todas as lições tiradas das experiências é agora o tempo de olhar em frente! Sem quaisquer recriminações, sem as comuns sensações de falhanço cultivadas por expectativas dos outros ou próprias.

Tempo para ser analisado racionalmente tudo o que terá e será feito pelo conjunto e o balanço final saltará à vista de todos quanto o desejem ver. Este conselho fica para todos os cultivadores da culpa alheia, "Olhai primeiro para o próprio umbigo, tentando tirar ilações do nevoeiro das vossas atitudes e apenas posteriormente dignarem-se a pensar se merecem analisar trabalho estranho."

Confiança meus senhores, e vós próprios e no vosso trabalho!

Apoio

Apoio emocional, financeiro, físico, tantas são as formas de apoio que recebemos dos nossos pares. Tantas são as formas de nos sentirmos suportados, fortalecidos e são em igual número as formas que temos de nos desiludirmos com determinadas pessoas.

Nos momentos difíceis das nossas vidas conseguimos distinguir os que se importam verdadeiramente, daqueles que são meramente acessórios na nossa vida, que provavelmente nunca mais iremos contactar. Um dos mais valiosos conselhos que vos posso dar é que tenteis o mais cedo possível angariar instrumentos que possibilitem a distinção entre estes dois tipos de pessoas que vão preencher a vossa vida, este conjunto de normas irão ajudar-vos nas desilusões e na detecção, permitindo assim aplicar todo o vosso tempo nas pessoas que valem mesmo a pena. Em todos os momentos maus há algo que aprender e apreender. Após esse estudo necessário, muito é alterado, o panorama das pessoas que saem e entram pode ser completamente modificado.

terça-feira, 1 de junho de 2010

rosebuds

Oh misterius trees where have i seen you lately? How can i turn you back into this path that you've been commiting to? How can i explain to you that this is your life as much as mine and we have to begin the hard work, not just this words throned in the winds, but red actions..

The storm is aproaching and it's going to hit us in the foreseable future and you just get standing there.. Am i too cautious? To deep in this commitmen, I really have to stop doing those.. Beautiful red rosebuds that are ready to blossom, even if you can't see it i can distinguish a warm light comming out of your petals trying to brust out, but it gets to frustratung trying to make you realise that for yourselfs.

I'm lost in your woods with nothing to scream, nothing to do, all i can do is to get lost between those leafs left by those past actons or try to get the work done alone. You'll be losing the most of it, but i've growned so used to that, that i don't even remember over the eons.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Saliva

Your saliva, what private matter to be passing around, so full of germs, bacterias and viruses.. but still i long to be touched by your stupid saliva.. How much i miss to be tuched by your filthy, dirty and unholly saliva! I should fear it, for all it could cause me. Being a part of what caused and causes me to think unracionally, and i keep on dreaming of it, longing.. desiring it..

So mad that i find myself thinking like a small child with its first crush. How can i tell you that my head fancies you, but my heart is still offering so much resistence? Should i simply give up? I ought to be more persistent in this heart affairs! But how can i be more than nothing? How can i fall in you with this lack of saliva that i encounter right here? Still expecting for the future, always hoping to never look back.

Have i told you latetly

So many days that have passed by and you feel like it's yesterday. 'til this awfull day comes and you realised that you've been stuck in time for a while now, and this ungratefull feeling fills you up and you just need to break free of this miserable cycle.

Wondering how, dreaming of what it could be, wishing for the present never to pass you by. I'm missing the future to be. Stupid river of expectations that leads to that desert of sand and sorrow.. Where are those maps that pin point those amazing oasis that colour you up and give birth to fantastic forms of life in your mind?

Death is always present everywhere, in every person one day or another. I'm just sorry about all those magnetic things that still trap me into the metal of the fabric of your dreams

segunda-feira, 3 de maio de 2010

fotos

Pedaços de momentos no tempo perdidos, que permanecem congelados numa pasta à espera de serem revisitados com um duplo clique de um rato qualquer mecânico.

Existem por vontade expressa e assertiva de um dedo de um fotógrafo, parasitam as emoções dos observadores do evento, alimentam-se dos mais puros sentimentos e usam-se dessa ligação porca para se tentarem imortalizar.

Amadas por poucos, odiados por muitos e cobiçadas por várias pessoas.
Saudosismo, tristeza, indiferença, alegria, paixão, amor, tantos são os sentimentos coleccionados e por elas transmitidos. Para sempre farão parte da nossa vida...

Ligações

Tudo é finito, há sempre um limite, um fim e um gigantesco principio. Inicio esse ansiado por todos e esperado por quase ninguém. As ligações são feitas de actores químicos presentes em todas as células humanas, conscientes ou não dessa realidade um pouco absurda.

Curvas ligando os círculos celulares de todos os seres com um simples toque, com um mero olhar. Com uma simples vocalização essas curvas são formadas, entrelaçando-se, uma rede é definida e formatada diante dos nossos olhos. E é também com essa mesma velocidade que se vai dissolvendo e deixando espaço desejado para as novas ligações na nossa vida.

Tantas foram, tantas são e tantas serão as ligações ao longo do nosso tempo na superficie deste planeta telúrico, anseio, vivo e recordo todas elas com uma simples e ortodoxa saudade.